A deposição de impurezas, compostos metálicos
e demais partículas pesadas do petróleo nas superfícies de um trocador de calor
caracteriza a incrustação. O problema relacionando incrustação em trocadores de
calor e perda de eficiência no processo vem sendo motivo de vários estudos.
Segundo Bott (1995), um grande estudo, publicado em 1981, fornece valores de
despesa adicional de energia devido à presença das incrustações. A estimativa é
de que só nos Estados Unidos, em 1993, este gasto adicional ficou entre 2 e 3
milhões de dólares para uma refinaria com capacidade de 10 mil barris de
petróleo por dia. Assim fica claro a importância de se combater este problema
nas formas preventivas e corretivas. Quanto às despesas adicionais na
manutenção de uma bateria de trocadores de calor incrustada, pode-se destacar:
o investimento adicional em equipamentos, os custos adicionais de operação, a
perda de produtividade e o custo de ações remediadoras. A presença da incrustação
é sem dúvida uma das causas do aumento dos custos de manutenção. A prova disso
é a necessidade de paradas para limpeza. No entanto, os maiores custos
relacionados com à incrustação e cuidados com a operação estão na utilização de
agentes anti-incrustação. Estes agentes e as substâncias utilizadas na limpeza
dos trocadores devem ser tratados antes de retornar à natureza, acrescendo
ainda mais o custo de operação.
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