Desde
o primeiro momento de funcionamento de um trocador de calor, inicia-se a formação
da incrustação. Devido às variações de temperatura e principalmente das propriedades
físico-químicas dos fluidos de trabalho, tem-se sempre uma taxa de formação
para cada condição de operação.
Dentre
os principais mecanismos de formação da incrustação, Bott (1995) relacionou:
• Deposição
de partículas: Neste mecanismo, tem-se uma grande influência da geometria, pois
a deposição se dá pela atuação da força da gravidade. Entretanto, não é
verificada de forma acentuada quando a velocidade do escoamento é alta.
• Cristalização:
Este mecanismo está diretamente ligado à temperatura de trabalho. Através do
aumento ou diminuição da temperatura pode-se atingir insolubilidade, e assim
ocorrer uma cristalização de sais. No refino do petróleo, tem-se a passagem da carga
(mistura de vários tipos de petróleo) pelos trocadores antes da torre de destilação.
O pré-aquecimento do cru (carga) acontece em duas etapas: uma antes e outra
após as dessalgadoras. O objetivo das dessalgadoras é retirar boa parte dos
sais presentes no petróleo. Estes sais podem ter sua insolubilidade originada
pelo aumento ou diminuição da temperatura, o que complica o controle da
cristalização.
•
Solidificação
da incrustação: Quando se tem a incrustação, geralmente no estado líquido se
movimentando dentro do trocador, poderá ocorrer a solidificação desta incrustação
na parede do trocador. Incrustação devido à corrosão: Este processo pode ser
iniciado pela presença de impurezas ou mesmo pela reação natural dos compostos
de oxigênio e hidrogênio. A deterioração e perda de material em um ponto da tubulação
seguida pela deposição deste material em outro ponto representa a formação da
incrustação devido à corrosão.
• Formação
de incrustação por reação química: Este mecanismo não é uma exclusividade das
refinarias. Indústrias químicas e de processamento de alimentos 21 também podem
ter este tipo de problema. A deposição dos asfaltenos, oxidação dos óleos
lubrificantes, formação de coque durante o craqueamento de hidrocarbonetos leves,
formação de lama e deposição de produtos de carvão são as possíveis reações que
conduzem à deposição. No caso da formação de lama, tem-se como resultado da, reação
química um polímero geralmente insolúvel. Nos demais casos, têm-se como resultado
a deposição do coque, ácidos orgânicos e mais freqüentemente grandes moléculas
de produtos pesados.
• Crescimento
biológico nas superfícies do trocador de calor: Este mecanismo de formação é
usualmente identificado quando se trabalha com sistemas aquosos e temperaturas
próximas à temperatura ambiente. A presença de material biológico na superfície
dos trocadores de calor pode promover outros mecanismos de formação da incrustação.
É comum encontrar oxidação junto ao crescimento biológico nas superfícies de
trocadores
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